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Polícia

Paraguaia de 58 anos procurada pela Interpol é presa

Investigada, Felipa Benitez Benitez teria fornecido a arma que matou Jorge Rafaat em 2016

Sexta-feira, 31 Março de 2023 - 14:11 | Marina Romualdo


Paraguaia de 58 anos procurada pela Interpol é presa
Polícia Federal prendeu Felipa Benitez Benitez quando ela saia de sua residência (Foto: Divulgação)

A Polícia Federal prendeu na última quinta-feira (30) a paraguaia, Felipa Benitez Benitez, de 58 anos de idade, quando saía da residência, em Ponta Porã (MS). Ela tinha um mandado de prisão para fins de extradição expedido pelo Supremo Tribunal Federal (STF) pelos crimes de lavagem de dinheiro e associação criminosa ligados ao tráfico internacional de drogas.

Conforme a ordem judicial, a mulher é proprietária de várias empresas na fronteira e todas supostamente dedicadas à lavagem de dinheiro, inclusive agência de viagens.

Há mais de 40 anos morando no Brasil, ela vendia produtos de beleza. Contudo, seu nome aparece como dona de uma empresa que operava valores superiores de R$ 140 milhões.

O pedido de prisão contra a mulher se originou de uma investigação do Ministério Público e da Secretária Nacional Antidrogas (Senad) após uma ação contra o narcotráfico realizada em 2016, em Pedro Juan Caballero, departamento de Amambay.

Paraguaia de 58 anos procurada pela Interpol é presa
 Jorge Rafaat foi morto em 2016 (Foto: Divulgação)

Felipa é ligada à empresa Comtecpar SA investigada por tráfico internacional de armas, que seria, inclusive, fornecedora da arma antiaérea calibre 50 usada para execução do traficante, Jorge Rafaat , no mês de junho de 2016. Além dela, o proprietário da empresa, Carlos Federico León Campos também foi investigado por fornecer a arma usada para perfurar a blindagem do utilitário Hummer, onde Rafaat estava. 
 
Em 2013, a referida empresa teria realizado transações comerciais indevidas de munições e artefatos bélicos, como granadas e projéteis de armas calibre .50. Já no Brasil, o estabelecimento teria vendido armas pesadas para a maior facção criminosa brasileira que se autodenomina Primeiro Comando da Capital (PCC).
 

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