Polícia
Padrasto estupra adolescente na Capital e pede desculpas em ritual religioso
Autor afirmou uso de entorpecentes; adolescente contou caso ao pai, que mora em Camapuã
Quinta-feira, 12 Janeiro de 2023 - 12:12 | Victória de Oliveira

O pai de uma adolescente, de 13 anos, procurou a Polícia Civil de Camapuã (MS) após tomar conhecimento de que a menina foi estuprada pelo padrasto, com quem mora junto a mãe no bairro Jardim Jóquei Clube, em Campo Grande (MS). O caso ocorreu em abril de 2021 e foi registrado na última terça-feira, 10 de janeiro. A menina foi levada, ainda, para “sala de justiça” de ritual religioso para que o padrasto pedisse perdão a ela.
Conforme o boletim de ocorrência ao qual o Diário Digital teve acesso, a adolescente reside na Capital e foi passar as férias escolares no interior do estado. No ano novo, foi passar a confraternização na casa de um tio. O parente, contudo, notou comportamentos não habituais por parte da menina. Quando perguntada o que aconteceu, a adolescente relatou os estupros.
Aos parentes do interior, contou que em 23 de abril de 2021, dois dias depois do aniversário dela, o padrasto esperou a mãe dela sair para trabalhar e foi até a sala onde ela estava. O autor colocou pornografia para a vítima assistir, depois a levou para o quarto e consumou o abuso sexual. Durante o crime, pediu para que a vítima fizesse silêncio, pois vizinhos poderiam ouvir.
No dia seguinte, repetiu o crime. A adolescente explicou que sentiu cheiro de droga na boca do autor durante os abusos. Um ano depois a vítima tomou coragem e conseguiu contar o ocorrido para a mãe. A genitora questionou o companheiro sobre o caso, e o homem pediu desculpas e afirmou estar sobre efeito de drogas quando consumou o crime.
Em depoimento à Polícia, a adolescente afirmou que a mãe e o companheiro são adeptos de ritual religioso que envolve consumo de chá alucinógeno. Em um desses “rituais”, o padrasto a levou para uma “sala de justiça”, onde pessoas que tiveram problemas vão para se resolver, e pediu desculpas pelo ato. Ainda, afirmou que “estava arrependido” e considerava a menina “como uma filha”.
Segundo relato do pai, ligou para a mãe e questionou sobre o caso. De primeiro, negou que tivesse conhecimento sobre, porém, alguns dias depois, no último domingo (8), retornou a ligação e afirmou ao genitor que não contou a ninguém porque “tinha medo do que o companheiro pudesse fazer com elas”.
O caso foi registrado na Delegacia de Polícia Civil de Camapuã como estupro de vulnerável. As investigações a respeito do crime continuam.
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