Política
Governo dialoga, mas não atende policiais que aguardam mediação de deputados
Poder Executivo alega que já está no limite de gastos com servidores e não pode extrapolar
Quinta-feira, 05 Setembro de 2024 - 14:32 | Redação

O governo Estado afirma que mantém diálogo com os policiais civis que reivindicam melhorias salariais, contudo, não consegue atender o pleito da categoria, pois, já está no limite de gastos com servidores públicos. Os policiais aguardam agora a mediação do caso que será feita por deputados estaduais junto ao Executivo Estadual.
"O governo do Estado de Mato Grosso do Sul mantém na mesa um diálogo aberto e constante com representantes de todas as categorias de servidores públicos estaduais, com objetivo de atender as demandas e valorizar o funcionalismo público", disse o governo em nota divulgada nesta tarde.
Já os policiais civis mantêm os protestos pelo Estado. Nesta quinta-feira, dia 5 de Setembro, o movimento paralisou o atendimento durante 4 horas, teve a adesão de todas as delegacias da Capital e do interior do Estado. A ação faz parte do movimento "Cumpra-se a Lei", iniciado na semana passada, e que tem o objetivo de pressionar o governo estadual a cumprir a promessa de valorização salarial da categoria e reconhecer a importância do trabalho dos policiais civis.
"Tivemos a participação de todas as delegacias do Estado, com a manifestação de apoio de outras entidades e também da população, que entendeu nossa demanda. Mantivemos o efetivo de 30%, para os serviços essenciais, como atendimento a crianças, idosos e casos de flagrante delito. Nossa luta continua e esse é apenas o começo da nossa mobilização. Continuamos em busca de um diálogo com o governo para garantir um reajuste digno aos policiais civis, pelo reconhecimento do papel fundamental da categoria na segurança pública do Estado", afirma Alexandre Barbosa, presidente do Sinpol-MS.
Os policiais civis cobram o cumprimento da promessa do governo, assinada em uma carta de compromisso, de deixar o salário dos policiais civis entre os seis melhores do País. “A categoria havia aceitado a proposta de receber o que é de direito em três parcelas, mais aumento do auxílio-alimentação, sendo que parte seria repassada até agosto e o restante, dividido em duas etapas nos próximos anos. Porém, o governo não cumpriu sua promessa e ainda ofertou incluir o auxílio-alimentação no salário, o que impactará em impostos, reduzindo nosso ganho salarial final”, explica Barbosa.
Para governador, movimento é legítimo - O governador Eduardo Riedel falou sobre a paralisação nesta quinta-feira. Ele considerou o movimento legítimo, assim como a iniciativa da Assembleia Legislativa de mediar a causa. Porém, reiterou que o Estado precisa manter o equilíbrio financeiro.
"Eles (servidores são o que temos de mais importante para oferecer para a sociedade, e não é diferente com a Polícia Civil de MS. Temos que manter o equilíbrio fiscal, que é uma premissa para o crescimento. Temos esse limite, não podemos atender. O movimento é legítimo e estamos de portas abertas, mas temos esse limite", disse o governador ao cumprir agenda pública pela manhã na Capital.
Mediação dos deputados - A Assembleia Legislativa criou a Comissão Temporária de Representação de Acompanhamento e Mediação do Processo de Tratativas entre a categoria dos Policiais Civis de Mato Grosso do Sul e o Governo do Estado com publicação oficial na terça-feira, 3 de Setembro.
Integram a grupo de trabalho temporário os deputados estaduais Renato Câmara (MDB), Pedrossian Neto (PSD) e Caravina (PSDB). A comissão terá um prazo determinado de seis meses para a conclusão de suas atividades.
A primeira reunião entre governo e deputados estaduais está marcada para a próxima terça-feira, 13 de Setembro. Representantes da categoria devem participar.
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