Polícia
Réu nega cárcere e afirma que porta e portão estavam abertos para vítima fugir
Réus negam serem integrantes da organização criminosa PCC e terem matado "Fininho"
Quarta-feira, 21 Junho de 2023 - 11:30 | Juliana Brum

Três acusados em terem matado “Fininho” em 2017 por uma briga entre as facções do PCC e do Comando Vermelho foram ouvidos na Capital durante Tribunal o Júri realizado nesta manhã (21), pelo Juiz Aluízio Pereira dos Santos e negam serem do PCC e terem mantido a vítima em cárcere no churrasco citado pelo Juiz.
Joceli Lima dos Santos, Luis Alberto de Jesus Ramos e Luan Ávila Santana foram ouvidos e todos os três já haviam outras passagens por homicídio, cárcere privado e serem pertencentes a facção do PCC.

Luan Ávila negou ser pertencente a Facção e declarou que é acusado por ter já passado na penitenciária Máxima e que lá todos que passam são “tachados” de serem da facção mas que ele nunca pertenceu a nenhuma organização. Ele narrou sua versão do dia da “festa” com churrasco em que foi tirada a foto que aparecem com a vítima e durante o depoimento afirmou não conhecer a Mauro Éder Pereira, conhecido por “Fininho”, morto dias depois.
Ele também contou que era usuário de droga e foi no local onde estavam assando uma carne e usando droga localizado no bairro Nova Lima e que ele ficou meia hora e logo foi embora sozinho do local porque estava na hora do almoço do serviço em que trabalhava como servente de pedreiro. Relatou que entrou e logo atrás o Mauro Éder, a vítima, teria entrado, mas caminhando sozinho, sem estar amarrado e que não havia chegado com ele. “Eu entrei primeiro mas não estávamos juntos. Eu estava fumando maconha e não percebi nada de estranho a não ser todos estarem muito armados, mas fiquei na minha não perguntei qual era”, relatou ao juiz. Ávila repetiu inúmeras vezes que a porta e os portões do local estavam abertos para que o rapaz se quisesse pudesse sair e confirmou não ter amizade com “Fininho”, mas que já tinha usado droga outras vezes em festas distintas antes.

Já Luiz Alberto afirmou que a casa era dele, e o local tinha mais umas 10 pessoas e que era um churrasco, estavam ouvindo música e usando droga e negou o local ser “canaleta”, cárcere privado e que soube da morte do “Fininho” pela televisão dias depois da festa. Ele ao juiz disse que não se declara culpado e muito menos pertencente a facção PCC.

Joceli Lima afirmou conhecer Luis Alberto o dono da casa e também negou o crime ser uma briga entre facções.
Durante o julgamento, o promotor Douglas Oldegardo cavalheiro dos Santos mostrou a foto que aparece nos autos que foi usada para identificar Luan Ávila Santana, foi quando o acusado negou a arma na foto ser dele e que havia posado como uma foto qualquer durante a festa, e que ele não cobriu o rosto porque não devia nada e disse sim ter estranhado o outro ter coberto o rosto.
Em agosto de 2020, a impronúncia foi reformada pelo TJ-MS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul) para três, que ainda serão levados a julgamento: Joceli Lima dos Santos, 29 anos, o “Neném do PCC”, Luan Ávila Santana, 25 anos, o “Maconha” e Luiz Alberto de Jesus Ramos, 28 anos, o “Beto”, o que resultou no Júri desta quarta-feira (21), quando os últimos três acusados foram ouvidos.
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