Polícia
Preso na Bolívia, ex-diretor da Gaviões da Fiel ligado ao PCC é solto pelo STJ
Elvis Riola de Andrade, mais conhecido como "Cantor" estava utilizando documentos falsos durante a prisão
Sexta-feira, 12 Janeiro de 2024 - 17:51 | Marina Romualdo

O ex-diretor da Gaviões da Fiel, Elvis Riola de Andrade, conhecido como ‘Cantor' foi extraditado na quinta-feira (11) após ser preso na quarta-feira (10) na Bolívia, fronteira com Corumbá. Ele por ser apontado como um dos líderes da facção Primeiro Comando da Capital (PCC), foi solto após decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Na data, o criminoso foi detido em um processo de inteligência e investigação da polícia boliviana e autoridades brasileiras, em Santa Cruz de La Sierra. Em seguida, ele foi transferido para Campo Grande e seguiu para São Paulo (SP).
Durante a prisão, ele estava utilizando documentos falsos e por meio de uma rede social, as autoridades bolivianas comemoraram a prisão. "Não permitiremos que criminosos com antecedentes no exterior perturbem a paz do povo boliviano”. Ele ainda citou que Elvis era procurado no Brasil por tráfico de drogas e homicídio, além de integrar a organização criminosa.
Após a prisão, Elvis foi levado para Puerto Quijarro e entregue à policiais militares de Corumbá, na ponte internacional. No entanto, ao chegar em São Paulo, o STJ decidiu pela liberação do ex-diretor da Gaviões da Fiel.
De acordo com o Metrópoles, a decisão da ministra Daniela Teixeira, assinada no dia 18 de dezembro, beneficiou "Cantor". Ele foi condenado no Brasil, a 15 anos de prisão pelo assassinato de um agente penitenciário, em 2009, a mando de líderes do PCC em Presidente Bernardes, interior de São Paulo, e tem passagens criminais por tráfico de drogas.
A decisão de Daniela garantiu a soltura de Elvis reconsiderou um entendimento anterior do STJ. A ministra derrubou a prisão preventiva contra o ex-diretor da Gaviões da Fiel, expedida pelo Tribunal de Justiça de São Paulo ao julgar apelações de Riola e do Ministério Público quanto à sua condenação pelo tribunal do Júri.
A defesa dele alegou à ministra do STJ que ele ficou preso preventivamente entre junho de 2010 e agosto de 2021, onze anos, enquanto a pena imposta a ele pelo Júri foi de 15 anos. Os advogados de Riola também argumentaram que, desde sua saída da prisão, ele estava trabalhando.
Além disso, a ministra considerou que o caso de "Cantor" não se enquadrava nos requisitos necessários para uma ordem de prisão preventiva e determinou, em liminar, que ele fique em liberdade até o julgamento final de seu habeas corpus pelo STJ.
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