Polícia
Assassino reafirma que matou jovem no Caiobá em legítima defesa
Segundo Petterson Dutra, Everton Quebra, Alex de Lima e mais pessoas o atacaram
Quarta-feira, 12 Julho de 2023 - 11:47 | Victória Bissaco e Thays Schneider
Sentado ao banco de réus da 2ª Vara do Tribunal do Júri do Fórum de Campo Grande, Petterson Ribeiro Dutra, de 30 anos, reafirmou que matou jovem durante festa no Portal do Caiobá em legítima defesa. O pedreiro responde pelo homicídio consumado Everton Quebra de Oliveira, de 29 anos, e tentado de Alex de Lima Gonçalves. O caso ocorreu em novembro de 2020 na Capital.
Antes da morte do jovem, Petterson Dutra foi acusado de estapear e xingar uma adolescente, de 11 anos, por ter encostado no carro dele. Grupo de pessoas, dentre as quais Everton Quebra e Alex de Lima estavam, foi até o réu para tirar satisfação. Durante a discussão, o acusado esfaqueou as vítimas e fugiu do local. O caso ocorreu na noite do dia 22 de novembro de 2020, no aniversário do irmão da vítima fatal.
A primeira a ser ouvida nesta manhã, 12 de julho, foi justamente a adolescente, atualmente com 13 anos. Na época do crime, menina disse que não chegou a ser atingida pelo tapa, mas se assustou e, chorando, procurou pelo seu pai, que foi tirar satisfação com Petterson. Na versão dos familiares da vítima fatal, houve sim a agressão.
Hoje, a adolescente afirmou que o golpe do réu atingiu o lado esquerdo do rosto dela."Eu encostei no carro com mais uma amiga e o suspeito veio gritando, falando que não era para encostar no carro dele, porque ia quebrar. Pedimos desculpa. Mesmo assim, ele veio para cima e me deu um tapa no rosto do lado esquerdo", relatou.
Foi neste momento, segundo a menina, que o pai dela apareceu para tirar satisfação com o suspeito. “Ele [Petterson] falou para o meu pai que não tinha batido em vagabunda”, lembrou a menina. Após a situação, relata que retornou para casa e não viu a morte do amigo.
45 dias sem se mexer
O amigo de Everton, Alex de Lima Gonçalves também foi esfaqueado por Petterson durante a confusão. Ele não chegou a ser morto e ficou sete dias internado na Santa Casa de Campo Grande. A vítima foi ouvida nesta manhã.
Conforme relato dele, os golpes de Petterson Dutra foram tão brutais que chegou a ficar 45 dias em casa sem poder se mexer. “Ele passou a faca nas minhas costas quando eu virei. Fui operado às pressas pois estava em estado grave”, relembrou. A versão que apresentou sobre a discussão anterior a morte é de que houve um “empurra-empurra” e o réu esfaqueou os dois neste momento.
A vítima afirmou, ainda, que trabalha com marmoraria e teve prejuízo gigantesco por conta das sequelas da tentativa de homicídio. “Tive que devolver o dinheiro aos clientes porque fiquei sem trabalhar. Fora as sequelas, dores na região".
Confessou crime, mas negou tapa
O réu Petterson Ribeiro Dutra também expôs sua versão dos fatos ocorridos na noite de 22 de novembro de 2020. O pedreiro afirmou desconhecer as vítimas e disse, ainda, que agiu em legítima defesa. “Foi um meio que eu achei de me defender de quatro pessoas contra mim”, afirmou.
Na época dos fatos, o autor relatou ao delegado-titular da 6ª Delegacia de Polícia, Giuliano Biaccio que estacionou o carro próximo à casa do pai e a festa. Em determinado momento, ele viu uma adolescente sair do aniversário chorando e começou a chutar e dar socos em seu veículo. Segundo relato de Petterson Dutra, pediu para que ela não fizesse aquilo e se afastasse do carro. Em seguida, entrou no veículo e o colocou mais próximo à esquina.
Neste momento, alega o assassino confesso, o pai da menina e mais um convidado da festa passaram a agredi-lo. Para se defender, Petterson conformou que pegou a faca que estava na porta do carro e passou a desferir facadas em todas as direções na tentativa de afastar as pessoas. Foi quando, segundo o autor, Everton teria dado uma ‘voadora’ e ele acabou atingindo a faca em cheio na vítima fatal.
Em 2020, negou que empurrou a menina ou desferiu tapas no rosto dela e disse apenas ter pedido para ela se afastar do carro. Cerca de dois anos depois, manteve a versão. “A única coisa que eu falei para a menina foi 'cê tá doida? (sic)', mas não bati nela", declarou. O acusado confirmou que disse ao pai da adolescente que “não batia em vagabunda”.
Impunidade - Ao Diário Digital, o jovem afirma que Petterson Dutra matou Everton Quebra por motivo banal. “Meu tio foi defender uma menina, de 11 anos. Ela tinha levado um tapa do assassino só porque estava encostada no carro dele. Ele [Petterson] estava alterado e foi para cima do meu tio”, conta o familiar da vítima.
Hoje, mais de dois anos após o crime, o que Renato Pereira e a família da vítima fatal mais desejam é a condenação de Petterson Dutra. “Espero que ele pague pelo crime. Mesmo depois de ter matado meu tio, continuou solto. Inclusive, encontrei com ele algumas vezes já. O sentimento é de impunidade”, explicou ao DD.
Pelas redes sociais, familiares da vítima manifestaram esperança de justiça. “Clamo por justiça. Sei que nada do que acontecer vai trazer meu irmão de volta pra nós, mas tenho fé que assassino vai pagar […] Quase 3 anos esperamos por este dia e finalmente ele chegou […] Confiante estou que a justiça seja feita”, publicou a irmã.
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