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Promessa de mãe, AACC-MS ajuda crianças e adolescentes com câncer há 26 anos
Associação é essencial para crianças e famílias que lutam contra a doença
Segunda-feira, 29 Janeiro de 2024 - 14:00 | Gabriel Telê Santana

A AACC (Associação dos Amigos das Crianças com Câncer) foi fundada, em 29 de março de 1998, em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, por conta de uma promessa da fundadora da instituição, Mirian Comparin Correa, que tinha um filho com diagnóstico de Câncer, que se o filho, Felipe Comparin Correa, fosse curado, Mirian passaria o resto de sua vida se dedicando a crianças que sofrem com a doença.
Até hoje, não consigo imaginar que minha doença tenha gerado a AACC/MS. "É um projeto grandioso demais e fico imaginando o que essa acolhida representa nas vidas das pessoas, pois fui atingido pelo linfoma, meus pais e eu fomos para São Paulo batendo aqui e ali, sem ninguém para nos orientar, tendo informações através de outro garoto, que também teve câncer e estava lá." Felipe Comparin Correa.

A instituição se mantém por conta de doações, de todos os tipos, roupas, roupas usadas, dinheiro, alimentos, brinquedos, eletrodomésticos e eletrônicos. A instituição, segundo a Coordenadora de Voluntariado e Diretora, Auxiliadora Ribas Freire, conta com mais de 300 voluntários ativos.
A AACC/MS tem o objetivo de dar apoio a crianças e adolescentes com câncer de Mato Grosso do Sul, principalmente para aqueles que moram no interior, que ficam hospedadas na Instituição, com o direito de cinco refeições no dia. Só podem ficar hospedadas as crianças que seguem em tratamento, mães ou responsável (mulher). Se o responsável for pai, ele pode apenas passar o dia na instituição, sem direito a hospedagem.

Em cada quarto de hospedagem, tem o nome de cada música do cantor sertanejo Luan Santana, que fez uma doação à Instituição, que ajudou a melhorar o espaço.
A instituição conta com sala de estar para os pais ficarem à vontade, assistir TV enquanto os filhos se divertem com outras crianças em um espaço com vários brinquedos.
O lugar também conta com lugares especiais, como o sino da Vitória, onde as crianças que vencem o câncer tocam o sino da vitória, que significa esperança, que os pais e a família vão prestigiar a vitória do filho.

Outro lugar muito especial, Jardim da Saudade, onde os pais que perderam os seus filhos para o câncer e sofrem com o luto, vão para seu cantinho no jardim, para seu momento de reflexão.

O espaço também conta com jardim e horta, onde as próprias crianças cultivam as plantas, sala de aula, para crianças que estão em tratamento não perderem seu ano letivo. Além da instituição receber as doações, também dão apoio para aquelas famílias que passam muito tempo acompanhando os filhos no tratamento, ajudando com cestas básicas e outros meios de ajuda.

Em questão de despesa, a instituição gasta por mês R$ 315 mil, sendo 90% não governamental, sendo que parte dessas doações são graças à sociedade sul-mato-grossense. Para arrecadar dinheiro para despesas, a instituição promove vários eventos como feirão, bazar, brechó e Festa Junina.
Para as mães, que moram no interior e ficam muito tempo acompanhando o tratamento do filho, tem um lugar especial para elas, o Salão de Beleza, que com ajuda de Cilene Alves de Brito, de 45 anos, fica no salão de beleza para maquiar essas mães e ensinar técnicas, que possam ajudar as mães a trabalhar em salão.

Todas as doações passam pela triagem, comandada pela Odete Barbosa Lopes, de 67 anos, e é funcionária há 21 anos da AACC/MS. A triagem faz com que as peças de roupas, eletrodomésticos, eletrônicos e brinquedos, que estão com algum tipo de defeito, fiquem restaurados novamente.

Na área de Tele Marketing, a Crislaine Missirian, de 42 anos, conta que o objetivo é divulgar o trabalho da AACC e pedir doações, que 12 meninas fazem o serviço das ligações para todo o estado.

"Para que essa criança seja respeitada, para que essa criança não sofra preconceitos, para que o fato dela ser carequinha em alguns momentos. Não seja um fator de exclusão, seja na escola, seja num parque público, o câncer não passa, então a gente não é uma doença transmissível e isso, por incrível que pareça, ainda não é claro para a população." Regina Filipine.

Segundo a Regina Filipine, que trabalha com as Relações Institucionais, na pandemia de 2020, a AACC foi a única instituição, que trabalha com crianças com câncer, que não parou as atividades durante o período de surto. Segundo ela, a instituição usou o auditório para usar como ambulatório para as crianças com que seguiam em tratamento e tinham a imunidade baixa, para não arriscar irem ao Hospital Regional, que era a unidade onde mais recebia pessoas com o quadro de Covid-19. Nenhuma criança da instituição foi registrada com o quadro.
"Tudo que a gente faz, quando vocês caminharam pela organização, vocês puderam ver que aqui tudo a gente faz pensando na criança e adolescente, e o profissional é o mesmo. Então, todas às vezes que a gente representa, eu no conselho, por exemplo, só tem AACC/MS que representa a criança com câncer infantil juvenil no Estádio Mato Grosso do Sul." Regina Filipine.
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