Geral
Procura-se a memória da fotografia lambe-lambe de Campo Grande
Pessoas que fizeram fotos na Praça Ary Coelho podem contribuir com a pesquisa
Quarta-feira, 11 Janeiro de 2023 - 14:38 | Redação

Com objetivo de resgatar as histórias dos lambe-lambes da cidade de Campo Grande, a cineasta Marineti Pinheiro e o Fotógrafo Rachid Waqued estão em busca desses personagens que ficavam, em grande parte, na Praça Ary Coelho.
“Nosso interesse é recuperar um pouco do processo, dos objetos, mas, principalmente da memória e da história, assim estamos atrás dos trabalhadores e também queremos que pessoas que fizeram fotos na Praça, como lambe, nos enviem essas fotografias para construirmos de forma coletiva e participativa essa memória”, comentou Marineti.
Um dos objetos da pesquisa está no acervo do Museu da Imagem e do Som, é uma câmera construída com madeira e restos de outras máquinas fotográficas, decorada com fotos, muitas 3x4, em preto e branco e coloridas, estampando uma espécie de mosaico de rostos da cidade de Campo Grande.
“Essa câmera foi construída por alguém nos anos 90 e hoje está no MIS, mas antigamente ficava na praça Ary Coelho, bem no centro da cidade de Campo Grande”, comentou Rachid.
Ela guarda a história de um ofício chamado popularmente de fotografia lambe-lambe. Assim queremos falar um pouco sobre esse ofício, sobre os objetos e sobre os personagens que praticavam esse método e fazer fotográfico até meados de 2000, bem como encontrar fotos, em sua maioria 3x4 que foram feitas na praça da cidade.

Quem quiser contribuir para pesquisa pode conversar e enviar a fotos nos números de WhatsApp 67 99272-2906 Marinete 67 99982-9437 Rachid
Os lambe-lambes - Os lambe-lambes, como ficaram conhecidos, surgiram nas cidades no início do século XX. Eram fotógrafos que utilizavam uma máquina com o laboratório acoplado, o que lhes permitia revelar instantaneamente as fotografias tiradas nos jardins e praças. Tiveram maior prosperidade entre as décadas de 1920 e 1950, mas, em decorrência das transformações urbanas e do maior acesso à fotografia, no início dos anos 1970 já eram considerados figuras raras e folclóricas.
Em 2011 na Praça Ary Coelho só existiam dois remanescentes o que contam alguns recortes de jornais da época, esses possivelmente ficaram na praça até meados de 2018, desaparecendo com a chegada da pandemia.
O desaparecimento dos lambe-lambes passou despercebido, somado a tantos outros que acontecem diariamente. Resgatar as histórias desses profissionais é, portanto, uma forma de manter viva uma atividade por muitos esquecida e que, entre outras coisas, estabelece uma relação direta com a cidade e suas transformações.
“Esse trabalho busca também lançar luz sobre a construção de memória a partir de acervos físicos, como a caixa de “fotinhas da praça” e recuperar seu caráter documental, além de trazer um caráter educativo de refletir sobre o avanço das tecnologias e o quão importante os lambes eram para a sociedade, pois, por exemplo, não se tira uma carteira de trabalho sem uma foto, e por muitos anos essas fotos saíram dessas caixas”, finalizou Marinet
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