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'Névoa' que cobre Campo Grande está vindo das queimadas da Amazônia

De acordo com o Cemtec, fumaça cobre grande parte do Estado

Quinta-feira, 08 Setembro de 2022 - 16:00 | Isabela Duarte


'Névoa' que cobre Campo Grande está vindo das queimadas da Amazônia
(Foto: Luiz Alberto)

Uma “fumaça” está cobrindo Campo Grande nesta quinta-feira, 08 de Setembro, e mistério que intrigava moradores foi revelado pelo Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima de Mato Grosso do Sul (Cemtec).

Este tom cinza no céu está sendo causado pela grande número de focos de incêndio na floresta Amazônica. A média é de 3.000 incêndios por dia e a fumaça gerada está cobrindo milhões de quilômetros.

De acordo com a nota climática do Cemtec,"observa-se uma grande concentração de fumaça sobre parte do centro-oeste do Brasil, inclusive Mato Grosso do Sul, devido ao grande número de incêndios florestais que estão ocorrendo na região amazônica". 

E ainda “a configuração dos ventos, que atuam de noroeste sobre o estado, ajudam a transportar a fumaça gerada pelos incêndios florestais e deixam o céu com tom acinzentado em MS”.

Para as próximas horas, as altas temperaturas sobem, com média de 34 a 39°C no Estado, juntamente com baixos valores de umidade relativa do ar, entre 15-25%.

Fumaça da Amazônia chega à Capital
(Foto: Luiz Alberto)

Fogo na floresta- A Amazônia brasileira contabilizou mais de dois terços do total de incêndios registrados em setembro de 2021 em apenas quatro dias, após um novo recorde em agosto, segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

Nos primeiros quatro dias de setembro, a parte brasileira da maior floresta tropical do planeta teve 12.133 queimadas, mais de 70% do que foi registrado no mesmo mês do ano passado, segundo dados do Inpe disponíveis nesta segunda-feira, Dia da Amazônia.

Em setembro de 2021 foram registrados 16.742 focos de incêndio, número significativamente abaixo da média mensal de 32.110 incêndios, entre 1998 e 2021.

No entanto, a média de 3.000 incêndios por dia neste mês disparou alarmes entre os órgãos ambientais, porque se essa tendência continuar, setembro pode ser um dos piores meses desde o início dos registros.

Em agosto, o bioma teve o maior número de incêndios para o período em 12 anos. 

(Com informações de Portal R7)

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