Geral
Após dois adiamentos, Jamilzinho e mais dois vão a juri pela morte de estudante
Atuam na defesa 17 advogados e mãe de vítima fatal será assistente de acusação
Domingo, 16 Julho de 2023 - 15:34 | Victória Bissaco

O julgamento de Jamil Name Filho, conhecido como ‘Jamilzinho’, finalmente ocorrerá nesta segunda-feira, 17 de julho, após dois adiamentos. O filho de Jamil Name e mais dois réus serão julgados pela execução do estudante Matheus Coutinho Xavier, em 2019, morto por engano na Rua Antônio Vendas, no Jardim Bela Vista. O júri popular é esperado pela população e terá como assistente de acusação a mãe da vítima fatal.
São mais de 15 testemunhas a serem ouvidas pela morte do estudante. Conforme a denúncia do Ministério Público, Jamilzinho e o pai, junto a mais cinco pessoas, dentre as quais estão Vladenilson Daniel Olmedo e Marcelo Rios, também julgados amanhã, estão envolvidos na execução de Matheus Coutinho. O alvo, no entanto, seria o pai do jovem, Paulo Xavier, que prestava serviços aos mandantes da execução, os Name.
A tradicional família Name, dona de várias empresas e que tem nomes na política em Mato Grosso do Sul, é apontada como organizadora de um grupo de extermínio para fazer a maior matança já vista na história do Estado. Os planos eram matar “de picolezeiro a governador” que atrapalhassem os planos da família. As execuções aconteceriam seja por motivos de ordem profissional (negócios) ou mesmo pessoal.
A execução de Matheus Coutinho, na verdade, foi organizada no intuito de matar Paulo Xavier, um ex-funcionário de Name. A denúncia do MPMS explica que o pai do jovem deixou de prestar serviços à família Name e passou a atender um advogado rival. Jamilzinho e o pai, então, sentiram-se traídos pelo trabalhador e orquestraram o plano de matá-lo.

Na ação, estão envolvidos os Name, como mandantes; Vladenilson Daniel Olmedo e Marcelo Rios, identificados como “gerentes” da organização criminosa, que recebiam as ordens dos Name e repassavam aos demais envolvidos; José Moreira Freires e Juanil Miranda Lima, os pistoleiros; e Eurico dos Santos Mota, acusado de levantar as informações da localização do alvo.
Dos sete, apenas três serão réus: Jamilzinho, ‘Vlad' e Marcelo Rios. Jamil Name morreu em 2021, aos 82 anos, em Mossoró (RN), onde estava preso, vítima de Covid-19, José Moreira Freires morreu em confronto com policiais, também no Rio Grande do Norte, e Juanil Miranda Lima está foragido da Justiça.
O julgamento será realizado a partir de amanhã com previsão de ser encerrado na quinta-feira, 20 de julho. São 17 advogados que atuam na defesa dos réus. Na parte de acusação, a mãe de Matheus Coutinho Xavier, a advogada Cristiane de Almeida Coutinho será assistente. Será montado um mega esquema de segurança para a vinda dos acusados, que estão presos em Mossoró.
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