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Polícia

Perícia descarta que sucuri 'Anajulia' tenha sido morta com arma de fogo

Animal passou por perícia, mas a cobra possuía apenas um pequeno arranhão próximo ao olho

Terça-feira, 26 Março de 2024 - 17:33 | Marina Romualdo


Perícia descarta que sucuri 'Anajulia' tenha sido morta com arma de fogo
(Foto: Divulgação)

A sucuri batizada de "Anajulia" foi encontrada morta neste fim de semana no Rio Formoso, próximo à Cachoeira Postal, no município de Bonito. A Polícia Militar Ambiental (PMA) informou que não foi encontrada nenhuma perfuração no animal.

Na segunda-feira (25), a quipe policial esteve no local para analisar o caso e o animal passou por perícia. Em nota, a PMA relatou que é possível adiantar que nenhuma perfuração foi encontrada na sucuri. Sendo assim, a informação de que teria uma perfuração por arma de fogo na cabeça não foi confirmada pela perícia.

No entanto, a cobra a princípio possuía um pequeno arranhão próximo ao olho, sem perfuração, mas nenhum projétil foi encontrado. Contudo, a perícia ainda fará exames complementares em materiais coletados no local para tentar identificar a provável causa da morte do animal.

O caso repercutiu após o documentarista, Cristian Dimitrius, recebeu a notícia pelos guias locais e com isso realizou a postagem na rede social lamentando ocorrido em Mato Grosso do Sul. Desta forma, a equipe policial tomou conhecimento do caso, após, a postagem dele. Pois, começaram a receber algumas ligações referente ao ocorrido.

(Vídeo: Divulgação/PMA)

Diante disso, a Polícia Civil foi acionada para encaminhar uma equipe de peritos para verificar se tem perfuração ou não no animal. Segundo o delegado titular da Polícia Civil de Bonito, Pedro Ramalho, a equipe policial vai verificar o que de fato ocorreu. “Se for comprovado que a morte foi provocada pelo ser humano, essa pessoa irá responder por crime contra a fauna”.

Já o comandante da PMA, coronel José Carlos Rodrigues, explica que, se comprovado o crime contra a sucuri, o responsável poderá responder por crime ambiental, que tem pena de detenção que varia de 6 meses a um ano, além de ser multado no valor que pode chegar R$ 500 mil. “Além de responder criminalmente, o autor será autuado administrativamente”.

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