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Polícia

"Minha filha foi morta brutalmente", diz mãe da vítima de feminicídio no interior de MS

Antes de ser morta, Mikaela Oliveira Rodrigues já havia sido espancada pelo marido por ciúmes em 2019

Terça-feira, 12 Setembro de 2023 - 14:50 | Marina Romualdo


"Minha filha foi morta brutalmente", diz mãe da vítima de feminicídio no interior de MS
Mikaela Oliveira Rodrigues e Juliano Azevedo Cardoso estavam juntos por sete anos (Foto: Reprodução/Rede Social)

"Minha filha foi morta brutalmente! A única coisa que eu quero é Justiça", esse é o relato da mãe da Mikaela Oliveira Rodrigues, de 22 anos, que foi morta pelo próprio marido Juliano Azevedo Cardoso, na última sexta-feira, 08 de Setembro, na Rua Coronel Ponce, Jardim Progresso, em Anastácio (MS).

A equipe do Diário Digital entrevistou a mãe da vítima, Marineti Jorge. "Nunca passou pela minha cabeça que a minha filha seria brutalmente morta por ele. O crime que ele cometeu foi um crime muito feio e quero Justiça. Além disso, pretendo lutar pela guarda dos meus netos que estão com a mãe dele", afirmou.

Indagada sobre uma agressão contra a Mikaela que ocorreu em 2019, a mãe da jovem confirma os fatos. "Mikaela foi espancada por ele, inclusive, ele chegou a ficar preso". O casal estavam juntos por 7 anos e haviam dois filhos em comum, uma menina de 3 anos e um menino de 2 anos de idade, que foram levados pelo pai após o crime.

Na manhã de sexta-feira (08), Juliano enviou um áudio por meio de aplicativo de mensagem para o padrasto da vítima relatando – "negócio é o seguinte, eu peguei a Mikaela me traindo. Eles estavam há quatro meses juntos, quando eu estava trabalhando, eles estavam de sacanagem. Eu fiz merda tá? Estou avisando para você ir lá olhar o corpo". Mikaela foi encontrada já sem vida dentro do banheiro do imóvel do casal.

"Minha filha foi morta brutalmente", diz mãe
A faca utilizada no crime foi apreendida pela polícia (Foto: Divulgação/PCMS)

Já na tarde de segunda-feira, 11 de Setembro, o suspeito se apresentou acompanhado de um advogado. Porém, antes de se entregar publicou relatos nas redes sociais tentando justificar o crime. No entanto, como a prisão preventiva dele estava decretada, ele continuou preso e está a disposição da Justiça. 

Segundo a delegada responsável pelo caso, Karolina Souza, foi feita a perícia no local e a investigação era que as crianças teriam presenciado o crime. "Porém, Juliano alega que as crianças estavam em frente da casa na cadeirinha no carro e que não viram o crime. Estamos investigando e vamos analisar toda a questão que envolve mensagens e vamos analisar os fatos".

"Ele alega que a vítima estava o traindo e eles tiveram uma discussão, pois, ele descobriu. Em seguida, teria perdido a cabeça e teria esfaqueado a vítima. Ele confessa a versão do feminicídio e alega que ocorreu por conta dessa suposta traição", finalizou a delegada. Diante dos fatos, Juliano deve ser encaminhado para o presídio nesta terça-feira, 12 de Setembro. 

O banheiro onde a vítima foi encontrada morta estava todo ensanguentado (Vídeo: Reprodução/Diário Digital)


 

 

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