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Polícia

Justiça nega guarda provisória dos filhos de Pâmela para família

Segundo o boletim de ocorrência, os filhos presenciaram o pai atear fogo na mãe

Domingo, 28 Agosto de 2022 - 13:10 | Marina Romualdo


Justiça nega guarda provisória dos filhos de Pâmela para família
Pâmela Oliveira da Silva morreu após ficar internada com queimaduras (Foto: Divulgação)

A Justiça de Mato Grosso do Sul indeferiu o pedido de guarda dos filhos de Pâmela Oliveira da Silva, de 27 anos. O principal suspeito do feminicídio é o marido Damião Souza Rocha, 35 anos. O crime ocorreu no município de Rochedo (MS).

A advogada que está representando a família da vítima, Janice Terezinha Andrade da Silva, contou a equipe do Diário Digital que ação foi negada por não tem indícios suficientes para deferir a guarda provisória ao avô materno. A intenção era garantir a integridade física das crianças, segundo a advogada.

"Um dia após o crime, Damião vendeu o imóvel e guardou o dinheiro. Agora, com toda essa repercussão, ele pode pegar as crianças e fugir da cidade por isso fiz o pedido da guarda provisória", contou Janice.

Além disso, a advogada ressaltou a demora da perícia para examinar a residência. "A Perícia demorou 15 dias para realizar o exame no local do crime que acabou prejudicando a investigação. A casa já tinha sido mexida pelo atual dono. Infelizmente, vamos ter que analisar tudo com calma".

Justiça nega guarda para família materna
Damião Rocha é o principal suspeito de matar a esposa (Foto: Reprodução/Rede Social)

O caso – Damião Souza Rocha, 35 anos, é o principal suspeito de matar a esposa, Pâmela Oliveira da Silva, de 27 anos no município de Rochedo (MS). Damião agrediu a vítima e ateou fogo em um dos cômodos da residência do casal. Após ficar dias internada, a vítima veio a óbito na segunda-feira (22) na Santa Casa de Campo Grande (MS).

Conforme o boletim de ocorrência que a equipe do Diário Digital teve acesso foi registrado pela família da vítima relatando que no dia do crime o casal estava em casa junto com as duas filhas, de 6 e 10 anos de idade. Os dois teriam discutido e, em seguida, Damião teria colocado fogo na vítima. Ele e as filhas não tiveram ferimentos.

Na data, o suspeito ainda acionou um caminhão pipa para auxiliar para conter as chamas no imóvel. Com 90% do corpo queimado, Pâmela foi socorrida por um homem que estava passando pelo local e transferida em estado grave para Santa Casa da Capital.

Após alguns dias, de acordo com o laudo do hospital, Pâmela ficou consciente e estável. Neste tempo, conseguiu contar para irmã que no dia dos fatos havia discutido com o Damião e o mesmo jogou gasolina em um dos quartos da casa e ateou fogo com ela dentro.

Com as informações, a irmã da vítima indagou a sobrinha que estava no imóvel no dia e, a criança contou a mesma versão e pediu para que a tia não contasse para ninguém, pois, o pai senão o pai seria preso.

Durante a internação da filha, Damião por inúmeras vezes disse que iria entrar de qualquer jeito no hospital para ver a esposa. Com medo do que pudesse acontecer, o pai da vítima procurou a  1ª Del. Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM) para pedir medidas protetivas de urgência. Foi quando descobriu que no dia seguinte do crime, o suspeito foi até a Delegacia de Polícia de Rochedo e registrou um boletim de ocorrência como suicídio na forma tentada e incêndio culposo.

Na Santa Casa, Pâmela passou por cirurgias, mas por conta dos ferimentos graves acabou não resistindo e veio a óbito na segunda-feira (22) na Capital.

Ao DD, o delegado da Delegacia de Rochedo, Roberto Faria, disse que Damião não vai ser preso. "Não existem provas suficientes que ele é culpado. Mas, se o caso inverter quando chegar o laudo  e ouvir outras testemunhas, vamos pedir a prisão preventiva dele. Temos que aguardar mais oitivas do inquérito".

Justiça nega guarda para família materna
Vítima teve 90% do corpo queimado (Foto: Divulgação)


 

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