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Polícia

Justiça condena acusado de matar a "tia" com tiro na testa

Segundo a investigação, o que motivou o homicídio de Márcia Catarina Lugo Ortiz foi o dinheiro em 2021

Segunda-feira, 18 Março de 2024 - 17:30 | Marina Romualdo


Justiça condena acusado de matar a "tia" com tiro na testa
O acusado do homicídio está preso desde a conclusão do inquérito (Foto: Luciano Muta)

O réu, Carlos Fernandes Soares, de 33 anos, foi condenado a 20 anos de reclusão por matar a "tia" de consideração, Márcia Catarina Lugo Ortiz, que tinha na época 57 anos. A vítima foi encontrada sem vida em 2021 dentro do córrego Imbirussu, em Campo Grande (MS).

Na audiência, o Conselho de Setença por maioria de votos condenou o acusado no crime de homicídio com três qualificadoras na ocultação de cádver e fraude processual, adotando portando a tese da acusação. As qualificadoras são motivo torpe, dissimulação para assegura a ocultação de furto.

Desta forma, Carlos foi condenado a 20 anos de reclusão e pagamento de 30 dias-multa este à razão de 1/30 do salário mínimo vigente àepoca dos fatos. Além disso, fica condenado pelo crime de fraude precessual à pena de 4 anos de detenção e 60 dias-multa.

Na época como delegado da 6ª Delegacia de Polícia Civil (6ª DP), João Reis Belo, concluiu através de perícia que Márcia foi atingida com um tiro no supercílios com apenas 24 centímetros de distância com disparo foi a queima-roupa. “O Carlos mudava de versão todas vezes que era confrontado, ele mentia descaradamente. Ele acabou ficando sem saída com todas as provas que a polícia apresentava. Ele ficou passeando com o corpo da vítima tanto no banco traseiro quando no banco do passageiro”.

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Márcia Lugo Ortiz de 57 anos foi morta com um tiro (Foto: Divulgação)

Relembre o caso – Márcia Catarina Lugo Ortiz, de 57 anos, foi encontrada morta dentro do córrego Imbirussul na Capital. O crime foi praticado no dia 8 de outubro, em Campo Grande (MS).

Durante a investigação em 2021, foi constatado que a vítima foi atingida com um tiro no supercílio com apenas 24 centímetros de distância. "O disparo foi a queima-roupa", diz o delegado da 6ª DP, João Reis Belo.

O delegado relatou que Carlos Fernandes mentiu em todas as versões que contou à polícia. Durante as tentativas de relatar para equipe policial o que ocorreu na data do crime, Carlos não se apresentava na delegacia e até exigiu uma escolta policial para sua família pelo perigo que estava correndo, mas, no final, descobriram que nem na cidade ele estava.

"Na versão dele, Carlos conta que estava trafegando no veículo modelo Toyota SW4 de cor preta, juntamente com a Márcia. Quando chegaram no bairro Tarumã e foram abordados por um agiota que teria começado as ameaças. Segundo ele, o cobrador estava em um carro modelo Hyundai HB20 de cor branca e estava com a arma em punho e, em um certo momento, teria disparados duas vezes contra a vítima. Ainda destacou que ficaram andando por mais ou menos 1 hora com o corpo dentro do veículo até jogarem o corpo do córrego", discorreu o delegado titular.

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O corpo da vítima foi localizado embaixo da ponte sobre o córrego na BR-262 (Foto: Marco Miatelo/Arquivo)
 

Após investigações com ajuda do Grupo de Operações e Investigações (GOI) descobriram que a versão que Carlos contava era mentira pelo fato de que o rastreador do carro em que ele estava não passou ou parou em nenhum lugar que citou no depoimento.

No momento que ocorreu o crime, o agiota estava em sua residência com sua esposa, a arma de fogo utilizada no dia foi um calibre 38, que estava de posse de Carlos e foram resgatadas as imagens de segurança no lava-jato em que o rapaz é proprietário. No qual, aparece ele limpando o veículo e nas ligações de seu telefone, logo em seguida da data do crime, ele entra em contato com um funileiro e um tapeceiro porque o tiro atingiu a porta e o outro pegou no banco do carro.

Além disso, o que mais chamou atenção dos policiais é que o rapaz não compareceu no velório ou nem no sepultamento de sua tia – que pelo que contava, tinha um carinho enorme. No entanto, no inquérito consta também que em sua conta bancária houve uma movimentação de dinheiros. E, foi constado que ele teria movimento da conta da mãe da Márcia, mais de R$ 104 mil e da própria vítima, R$ 30 mil.

Logo em seguida do crime, Carlos trocou de carro com o namorado, para não chamar atenção e foi para fora da cidade, realizando várias comprar nos cartões da mãe da vítima. Tudo indica, o que motivou o crime foi o dinheiro que Márcia tinha recebido no inventário de seu pai que faleceu com covid-19.

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Veículo usado no dia do crime foi a Toyota SW4 (Fotos: Marco Miatelo/Arquivo)

"Carlos contou que a vítima estava ajudando ele financeiramente, pois, tinha muitas dívidas com agiotas. Porém, eles tem contato há pouco menos de um ano, quando o rapaz ficou amigo do marido da vítima. Caso, Márcia estivesse ajudando ele, porque ele a mataria?! Ele deixou a conta zerada e ainda realizou um empréstimo na conta da mãe da vítima", destacou o delegado.

Para finalizar, o delegado Camilo Kettenhuber Cavalheiro que também estava presente, concluiu que foram encontrados dinheiro investindo na conta do lava-jato que é do rapaz e o celular da vítima não foi encontrado até o momento e, pode ter sido destruído pelo mesmo.

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