Polícia
Fonoaudiólogo é condenado a 25 anos de prisão por estupro de vulnerável
Wilson Nonato Rabelo Sobrinho foi preso em flagrande no dia 09 de março de 2022 após denúncias
Quinta-feira, 06 Abril de 2023 - 17:50 | Marina Romualdo

O fonoaudiólogo, Wilson Nonato Rabelo Sobrinho, de 30 anos, foi condenado a 25 anos de prisão em regime fechado por estupro de vulnerável. Wilson foi preso em flagrante na tarde do dia 09 de março de 2022, após uma criança, de apenas 8 anos de idade, denunciar o abuso sexual em seu consultório.
Na decisão, o juiz Robson Celeste Candelorio da Vara Especializada em Crimes contra a Criança e o Adolescente da Capital assinou a sentença e reforçou que não há dúvidas dos fatos que ocorreram. Além disso, destacou que o próprio acusado confessou o crime.
Vale lembrar que o fonoaudiólogo foi condenado apenas por uma denúncia, a da criança de 8 anos. O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) ainda apura outras denúncias de abuso sexual que na época passou para 16 o número de ocorrências.
Relembre o caso – O fonoaudiólogo, Wilson Nonato Rabelo Sobrinho foi preso em flagrante na tarde do dia 09 de Março de 2022, após uma criança, de 8 anos, denunciar abuso sexual em seu consultório que fica localizado na rua 25 de Dezembro, em Campo Grande (MS). Autor passou por audiência de custódia e teve a prisão convertida em preventiva no dia 10 de Março, na Delegacia Esp. de Proteção à Criança e ao Adolescente (DEPCA).
Na época, a equipe do Diário Digital conversou com o advogado da família, Silvio de Almeida que relatou que o pequeno fazia tratamento com o profissional no período de 5 meses. "Na terça-feira (08), a criança questionou seu irmão mais velho, de 10 anos, se era normal o "fono" tocar em suas partes íntimas (órgão genital masculino). O irmão que também já havia feito terapia, no entanto com outra profissional, respondeu que não, ou seja, não é normal e aconselhou a criança que contasse para os pais".

O irmão mais velho juntamente com o pequeno, contaram para os pais no mesmo dia. Sabendo da situação, os pais ficaram revoltados. Neste momento, a mãe da criança já sabia que o filho teria consulta com o fonoaudiólogo e instruiu o pequeno, que se caso o autor fizesse alguma coisa com ele dentro do consultório, era para ele [criança] sair correndo e gritando.
Por volta das 15h, na quarta-feira (09), a criança foi acompanhada da mãe e de uma tia para a terapia. Após 15 min de atendimento, o pequeno saiu correndo da sala do profissional e dizendo que o autor teria passado a mão em seu órgão genital masculino por baixo de sua roupa. Os outros pacientes que estavam no local, viram a situação e acionaram a Polícia Militar.
Em seguida, a mãe da vítima entrou na sala e disse para o profissional: "como você tem coragem de fazer isso com uma criança?". O autor apenas negava o crime, dizendo que não tinha feito nada com o pequeno.
A Polícia Militar ao chegar no local, deu voz de prisão e o fonoaudiólogo foi encaminhado para Delegacia. Conforme informações do advogado da família, o autor é de outro Estado e, morava apenas seis meses na Capital.
Denúncias – Com a repercussão do caso, passou para 16 o número de denúncias dos abusos sexuais do fonoaudiólogo no ano passado. De acordo com a delegada que era a responsável pelo caso, Fernanda Mendes, o suspeito não quis responder nenhuma das perguntas.
"Apenas neste ano, ele atendeu 75 crianças e, dessas, 16 já foram atendidas pela DEPCA e quatro confirmaram o abuso sexual. Durante essas duas horas de depoimento, ele apenas relatou que é formado em uma cidade de Manaus e que trabalhou por um período na cidade", relatou a delegada.

Além disso, Fernanda Mendes expôs também que o autor sempre agia da mesma maneira e, que analisava qual das crianças tinham mais dificuldade na fala para cometer os atos. Todas as vítimas são meninos.
O número de denúncias aumentaram e outros responsáveis por crianças que eram atendidas por ele, procuraram a DEPCA. Conforme as informações, Wilson não deixava que os pais dos menores de 8 anos, participassem das consultas das crianças.
A psicóloga da Delegacia Esp. de Proteção à Criança e ao Adolescente (DEPCA), Vanessa Machado, que estava ouvindo as crianças, relatou algumas das conversas com um dos pequenos "A criança de 5 anos de idade, chegou na sala de atendimento com a dicção bem comprometida e através dos gestos ela foi se soltando".
“Perguntei se ela fazia tratamento, a criança disse que sim e começou a se movimentar. No relato, ele disse que foi tocado no órgão genital masculino por dentro da roupa. E contou que o fonoaudiólogo elevava a mão até a boca para ficar quieto – gesto de silêncio. E, que em troca dos abusos, oferecia pirulito”, finaliza.
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