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Tentativa de ocupação em propriedade da Suzano acaba em ação judicial

Suposto líder já foi notificado; contestação nos autos do processo foi feita nesta quinta-feira

Quinta-feira, 18 Julho de 2024 - 18:00 | Clara Borba Deps


Tentativa de ocupação em propriedade da Suzano acaba em ação judicial
(Foto: Reprodução)

Uma ação judicial está em curso para tentar impedir invasões na Fazenda Passará em Ribas do Rio Pardo (MS), propriedade da Suzano S.A. Em Abril, o local foi alvo de uma tentativa de ocupação por trabalhadores rurais. Atualmente, o caso tramita na 2ª Vara Cível de Ribas do Rio Pardo. 

No sistema de registros do Poder Judiciário, consta que a última contestação foi apresentada nesta quinta-feira, dia 18 de Julho. O suposto líder da invasão, um dirigente sindical, foi citado pelo Oficial de Justiça em 9 de Julho. Enquanto isso, a  Suzano S.A garante que o assunto está encerrado.  

A tentativa de invasão ocorreu no dia 13 de Abril. A Suzano S.A se preparava para lançar o Projeto Cerrado, inaugurando sua maior unidade processadora de celulose, foi surpreendida com mais de 60 barracas, instaladas por supostos sem-terra. Após negociações, os trabalhadores rurais sem-terra deixaram a propriedade, mas montaram um acampamento na estrada próxima.

A presença dos barracos foi registrado em fotografias feitas pelo próprio oficial de Justiça e estão inclusas na ação. Segundo informações, a Suzano, visando evitar novas ocupações, entrou com uma ação de interdito proibitório na comarca de Ribas do Rio Pardo. A empresa conseguiu uma liminar que impede o retorno dos acampados ao território da fazenda, onde a Suzano cultiva eucalipto para a produção de celulose. A ação, ajuizada no dia 4 de Junho, identificou apenas a liderança do grupo, porém, no dia seguinte, a oficial de justiça relatou que encontrou apenas as barracas no local.

Negociação nacional - Após negociações com o Governo Federal, o MST havia prometido deixar as propriedades da Suzano depois de uma mobilização nacional do movimento conhecida como "Abril Vermelho". Dez dias depois da liminar apresentada pela justiça em abril de 2023, os integrantes do movimento desocuparam duas fazendas da Suzano no Espírito Santo. Sobre as invasões de abril deste ano, a assessoria da Suzano declarou que o assunto já foi encerrado. 

Paralelamente, a Suzano lida com problemas envolvendo seus fornecedores. As operações do Projeto Cerrado foram atrasadas devido a um suposto calote da terceirizada Enesa, responsável pela central de evaporação da fábrica. A empresa Imetame, inicialmente contratada para outra parte do projeto, assumiu as atividades restantes. Em uma ação judicial, a GD – Fabricação e Montagem de Equipamentos Industriais Ltda. cobra mais de R$ 7 milhões da Enesa, da Andritz Brasil e da Suzano por serviços não pagos.

Além disso, a VBX Transportes está sendo acusada de deixar dívidas significativas com diversos fornecedores. Após a conclusão dos testes operacionais, as operações do Projeto Cerrado devem iniciar até o fim do mês.

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