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Seis anos após matar ex-funcionário da Agetran, mulher ocupa banco de réus

Kátia é acusada de matar o marido, Givaldo após ele confessar relação extraconjugal e pedir separação

Quinta-feira, 13 Abril de 2023 - 07:51 | Victória de Oliveira


Seis anos após matar ex-funcionário da Agetran, mulher ocupa banco de réus
Givaldo foi morto a facadas pela companheira - (Foto: Divulgação)

Acusada de matar o ex-funcionário da Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran), Kátia Regina de Castro é julgada nesta quinta-feira, 13 de abril, pelo 1ª Vara do Tribunal do Júri, cerca de sete anos após o crime. A ré e a vítima, Givaldo Domingues da Silva eram casados, porém o homem queria encerrar a união, por conta de outra mulher. 

Conforme a denúncia do Ministério Público de Mato Grosso do Sul, Givaldo e Kátia estavam juntos há 22 anos. Quase um mês antes de ser morto no dia 06 de maio de 2017, a vítima afirmou para a companheira intenção de encerrar o casamento. O motivo seria uma relação extraconjugal dele com outra mulher.

No dia do crime, no dia do crime, Kátia e Givaldo iniciaram discussão. A mulher se apossou de uma faca e desferiu golpes em direção à vítima. Após matar o marido, Kátia colocou o corpo em um carriola, depois em um carro modelo Volkswagen Gol e jogou às margens da BR-262, próximo a rotatória da saída da Capital para Sidrolândia.

Retornou à residência do casal, no Bairro Coophavila II, e limpou o local. Dois dias depois de matar o marido, em 08 de maio, registrou na Polícia Civil o desparecimento dele. 

Cinco dias após o crime, um popular passava pela rodovia e encontrou o corpo após sentir forte odor. Na ocasião, Kátia chegou a comparecer na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) Piratininga para reconhecer o corpo. 

O sobrinho da vítima também compareceu à Delegacia e relatou que Givaldo teria contado que, há cerca de quinze dias antes de ser morto, Kátia teria o ameaçado. “Se você não ficar comigo, não vai ficar mais ninguém”, afirmou a mulher.

A mulher apontada na relação extraconjugal também depôs na delegacia. Ela afirmou que Givaldo contou que o casamento não ia bem há anos e que estava com Kátia apenas “por aparência”. Em abril, Givaldo a procurou e contou que teve uma briga feia com Kátia, acreditando, ainda, que ela o mataria. O homem foi aconselhado a ir para casa da mãe, onde ficou apenas por um dia, pois a esposa passou a mandar mensagens pedindo para ele voltar.

No dia 23 de maio, a suspeita compareceu novamente à Depac Piratininga e confessou o crime. Kátia responde por homicídio simples por motivo torpe e ocultação de cadáver.

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