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Pais de Sophia rejeitam nome da filha em casa de acolhimento
Prefeitura da Capital afirmou que respeita o desejo da família e que não usará o nome da unidade
Terça-feira, 03 Outubro de 2023 - 16:31 | Marina Romualdo

Após não serem informados pela Prefeitura de Campo Grande (MS) para que o nome da pequena, Sophia de Jesus Ocampo, que foi estuprada e morta, fosse usado para nome do complexo de acolhimento para crianças vítimas de violência, o pai biológico da menina, Jean Carlos Ocampo e, o pai afetivo, Igor Andrade, afirmam ser uma falta de respeito. O local seria inaugurado nesta terça-feira, 03 de outubro.
Segundo a advogada do casal, Janice Andrade, o poder executivo do município não entrou em contato com os pais. "Não foi feito pedido nenhum aos pais. Eles acharam um desrespeito, tendo em vista que o Conselho Tutelar foi omisso e negligente no Caso Sophia. Assim, como a equipe médica do Unidade de Pronto Atendimento (UPA) que até viu a criança machucada por diversas vezes e não tomou nenhuma providência para protegê-la das agressões reiteradas".
"Eu, Janice, até entrei em contato com a prefeita, Adriane Lopes, comunicando que os pais não autorizaram qualquer vinculação do nome da filha para a promoção dela. Tampouco, para promoção de pastores fundamentalistas religiosos. E, se caso vier acontecer novamente, iremos à justiça", finalizou a advogada.
A reportagem entrou em contato com a Prefeitura Municipal e foi informado que a nova unidade da Unidade de Acolhimento Institucional para Crianças e Adolescentes - UAICA 1, não será inaugurada.
"O nome da unidade, que atende crianças de 0 a 3 anos, foi pensado no sentido de manter viva a memória da menina Sophia e chamar atenção da sociedade para a importância da luta pelo combate à violência infantil. A Prefeitura reforça que respeita o desejo da família e que irá acatar o pedido para que não seja usado o nome para a unidade", diz o comunicado.
Caso Sophia – A pequena foi assassinada pela própria mãe, Stephanie de Jesus da Silva e pelo padrasto, Christian Campocano Leitheim, no dia 26 de janeiro.
O laudo de necrópsia confirmou que a Sophia foi morreu em decorrência de um traumatismo raquimedular, isto é, lesão na coluna vertebral. Foi constatado que a criança também foi estuprada, porém, “não recente”. Além disso, a bebê foi morta entre 9h e 10h, mas só foi levada para unidade de saúde às 17h.
Na tarde do dia 26 de fevereiro, a mãe da pequena a levou já morta à UPA Coronel Antonino na Capital. A criança tinha várias lesões pelo corpo e as partes íntimas pareciam excessivamente dilatadas. A suspeita de estupro foi confirmada.
Ao ser informada sobre o óbito, a mãe não teria esboçado surpresa ou remorso, segundo descreve o registro policial. A Polícia Civil afirma que as investigações apontam que o padrasto teria orientado a genitora a dizer que a criança “caiu do playground [parquinho]”.
Investigadores do Grupo de Operações e Investigações (GOI) foram acionados até a UPA. A princípio, a mãe negou que agredia a menina. Relatou que trabalhava durante o dia que a filha ficava sob cuidados do padrasto. Então, apontou que o homem batia na menina com tapas e socos, para “corrigi-la” e afirmou, inclusive, que participava das agressões.
Durante as investigações, o que chamou atenção da Polícia Civil é que a menina havia sido atendida mais de 30 vezes na unidade de pronto atendimento. Inclusive, em uma delas, a criança estava com a perna quebrada. Com a apuração, foi constatado que a pequena teve a perna quebrada com um chute do padrasto, Christian.
Com todas as constatações, o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) denunciou Stephanie e Christian por homicídio triplamente qualificado e estupro de vulnerável. Além do homicídio, Stephanie foi denunciada pela omissão de socorro da menina.
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