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MP pede afastamento do prefeito de Ladário por assédio moral e eleitoral

Ação foi protocolada no dia 26 de Novembro; Promotor pede indenização de 1 milhão

Sábado, 30 Novembro de 2024 - 09:50 | Redação


MP pede afastamento do prefeito de Ladário por assédio moral e eleitoral
(Foto: Reprodução Agência de Notícias do Governo de Mato Grosso do Sul)

O Ministério Público Estadual (MP-MS) protocolou no último dia 26 de novembro uma ação civil pública solicitando o afastamento imediato do prefeito de Ladário, Iranil de Lima Soares (PP), e da ex-secretária de Assistência Social, Graciele Zório Franco. O pedido, apresentado pelo promotor de Justiça Luciano Bordignon Conte, inclui acusações de assédio moral, assédio eleitoral e perseguição a servidores públicos durante e após a campanha municipal de 2020.

De acordo com o MP, depoimentos e documentos, como mensagens ameaçadoras por aplicativos de celular, apontam demissões arbitrárias e perseguições a funcionários que se recusaram a apoiar a candidatura do sucessor de Iranil, Luciano Cavalcante Jara, ou a campanha de Graciele Zório para a Câmara de Vereadores. Nenhum dos dois foi eleito.

Entre as vítimas citadas está Rafaella Fernanda Sabetti Lengruber, ex-coordenadora do Cras, que relatou ter sido transferida repetidas vezes para setores distintos, sem atribuições claras, após rejeitar participar da campanha eleitoral. Ela perdeu a gratificação salarial e chegou a trabalhar no Creas em condições precárias, sentada em uma cadeira de plástico por oito horas diárias.

O MP também destacou que Graciele, mesmo afastada oficialmente durante o período eleitoral, teria continuado a dar ordens na secretaria, o que levou ao afastamento de sua substituta por discordâncias éticas.

Além do afastamento, o promotor solicitou a condenação de Iranil e Graciele ao pagamento de R$ 1 milhão por danos morais, valor a ser revertido ao Conselho de Segurança de Corumbá e Ladário.

A assessoria do prefeito Iranil afirmou ao Diário Corumbaense que ele ainda não foi notificado e só se manifestará no processo. Graciele Zório optou por não comentar o caso.

O pedido será analisado pela Vara de Fazenda Pública e de Registros Públicos da Comarca de Corumbá.

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