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Economia

Novo Plano Safra destina R$ 20 bilhões para MS

Governo lançou o financimento no valor de R$ 364,22 bilhões para agricultura e pecuária empresarial no país

Sexta-feira, 30 Junho de 2023 - 07:00 | Gabriel Telê Santana


Novo Plano Safra destina R$ 20 bilhões para MS
(Foto: Divulgação/ Semadesc)

Com base em dados obtidos pela CNA (Confederação Nacional de Agricultura) sobre o volume de crédito rural liberado na safra passada, o secretário acredita que o valor a ser destinado ao Mato Grosso do Sul possa se aproximar dos R$ 20 bilhões em recursos. No total foram pouco mais de R$ 12,09 bilhões para custeio em 2022 e R$ 5,4 bilhões em investimento.

O crédito vai apoiar grandes produtores rurais e produtores enquadrados no Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp). O total é 26,8% maior que os valores destinados no plano anterior, de 2022/2023, de R$ 287,16 bilhões para o Pronamp e os demais produtores. O objetivo do governo federal com esse Plano Safra é incentivar o fortalecimento dos sistemas de produção ambientalmente sustentáveis, com redução das taxas de juros para recuperação de pastagens e premiação para os produtores rurais que adotam práticas agropecuárias consideradas mais sustentáveis.

Do total de recursos anunciados nesta terça-feira para a agricultura empresarial, R$ 272,12 bilhões serão destinados ao custeio e comercialização. Outros R$ 92,1 bilhões serão para investimentos.

Novo Plano Safra destina R$ 20 bilhões para MS
(Foto: Divulgação/ Semadesc)

Em relação ao tipo de financiamento, serão R$ 186,4 bilhões com taxas controladas, dos quais R$ 84,9 bilhões com taxas não equalizadas e R$ 101,5 bilhões com taxas equalizadas (subsidiadas). Outros R$ 177,8 bilhões serão destinados a taxas livres.

As taxas de juros para custeio e comercialização serão de 8% ao ano para os produtores enquadrados no Pronamp e de 12% ao ano para os demais produtores. Já para investimentos, as taxas de juros variam entre 7% ao ano e 12,5% ao ano, de acordo com o programa. "Nós vemos que a taxa está compatível com a capacidade de pagamento do produtor. O volume é adequado, com uma taxa de juros compatível e recursos de mais de R$ 100 bilhões com taxas equalizadas. Acredito que a taxa para o médio produtor deve ficar em 8% ao ano, enquanto para o grande deve ficar na casa de 12% ao ano", sinalizou.

 

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