• Diretor de Redação Ulysses Serra Netto

Economia

Inovações científicas garantem produtividade mais sustentável no campo em MS

Dispositivo quântico acalma boiada reduzindo a trabalheira na fazenda e bioinseticida elimina praga temida por agricultores, tudo em paz com a natureza

Quarta-feira, 05 Junho de 2024 - 16:10 | Valdelice Bonifácio


 Inovações científicas garantem produtividade mais sustentável no campo em MS
Dispositivos quânticos H2OX, nas seis cores, e seu criador, o veterinário Pedro Cucco (Foto; Luciano Muta)

Em busca de tornar a produtividade rural mais sustentável e barata, estudiosos estão fazendo de Mato Grosso do Sul um verdadeiro criadouro  de inovações científicas voltadas para o campo. Pecuária e agricultura se beneficiam de novas tecnologias e pesquisas.  Na terra do agro, nasceu um dispositivo quântico que cura e acalma a boiada, enquanto um bioinseticida é desenvolvido para combater uma praga temida pelos agricultores. Assim, os produtores alcançam bons resultados, tudo em paz com a natureza.

Que o diga a pecuarista Veridiana Ribeiro Jardim. Quando observa o rebanho de sua propriedade na zona rural de Rochedo (MS), ela ainda se admira com a  mudança no comportamento e saúde dos animais. Na fazenda voltada ao ciclo completo -- cria, recria e engorda -- o gado está mais calmo, mais reprodutivo e a mortalidade diminuiu.  

O cenário é esse desde que os animais passaram a beber a água do cocho carregada de energia eletromagnética, o que decorre do uso de uma nova tecnologia, totalmente desenvolvida em MS, produto da ciência quântica ainda em desenvolvimento para o agronegócio. Trata-se de um dispositivo quântico, o H2OX, que emite vibrações capazes de equilibrar o organismo dos bovinos.

 Inovações científicas garantem sustentabilidade no campo
Dispositivo quântico é colocado na água dos animais beberem (Foto: Divulgação

"O mais interessante nesta experiência é de que ele é muito prático. Basta colocar o dispositivo no bebedouro de água dos animais. Com isso, você tem certeza de que o animal vai ser tratado diariamente porque ele vai realmente tomar aquela água. Ou seja, não mais tem risco de o remédio não chegar a todo o rebanho. Além disso, não há mais necessidade de manejo para tratar o gado, basta que ele beba a água onde o dispositivo está colocado",  afirma a pecuarista que usa a tecnologia há cerca de um ano.

Como se vê, os resultados não demoraram a aparecer. A pecuarista soube do dispositivo através de amigos e resolveu apostar nele colocando-o na água dos animais da raça Nelore, Angus, Brangus e Sindi. O equipamento é de fácil administração. Já vem pronto. E como já foi mencionado, basta colocar no cocho de água. Desde que ele passou a ser usado, a trabalheira na propriedade diminuiu. Não há mais necessidade de manejo para tratamento dos bois. Os animais só precisam beber da água, o que já fazem naturalmente.

 Inovações científicas garantem sustentabilidade no campo
Veridiana Ribeiro junto ao gado de sua propriedade (Foto: Arquivo/pessoal)

 

Nesta matéria você vai ler:

🐮 As cores que curam o gado com frequência de ondas
🐮 Veterinário criou dispositivo com base em várias ciências   
🐮 Tratamento em animais de parque resultou em prêmio internacional
🐮 Brasil precisa ser o centro da ciência quântica, dizem especialistas 

As cores que curam o gado com frequência de ondas -  O dispositivo quântico é produzido em seis versões e com cores diferentes, cada uma focada em um tipo de sistema, para o tratamento dos animais, da seguinte forma: azul (sodomia e parasitas), amarelo (parasitas e cio exacerbado), verde (prevenção à diarreia), laranja (mastite e problemas de casco), vermelho (baixa fertilidade) e roxo (verrugas).

Dentro de cada um deles há uma substância coloide, uma espécie de gelatina com insumos físicos, contendo informações de comprimento e frequência de ondas. Os componentes dessa mistura não são revelados para preservar o segredo industrial do fabricante. 

 Inovações científicas garantem sustentabilidade no campo
Cores diferenciadas para cada tipo de tratamento (Foto: Luciano Muta)

O certo, segundo Veridiana, é que dão resultado. A pecuarista usou vários deles.  Segundo ela, os dias na fazenda são outros, bem mais calmos, completamente diferentes da época em que era necessário recolher os lotes no mangueiro para fazer o controle de parasitas, o que estressava os animais. Agora, bebendo água se resolve isso. Também houve redução da mortalidade de bezerros. A pecuarista lutava contra os problemas de diarreia que eram frequentes e, atualmente, estão muito raros. As vacas ficaram mais férteis.

"No ano passado, usamos o dispositivo para fertilidade. A novilhas beberam da água com o dispositivo durante toda a estação de monta. Eram fêmeas novas, desafiadas, o que na fazenda é sempre um desafio. Aqui não trabalhamos com touro, apenas com inseminação artificial em tempo fixo (IATF), em duas doses. O índice de prenhez foi muito bom. Ficamos muito satisfeitos com o resultado final", relembra.

Outra mudança admirável diz respeito aos machos confinados. O dispositivo azul trouxe efeito além do esperado no combate à sodomia -- comportamento que consiste em um animal montar no outro causando estresse e podendo gerar lesões ou até a morte. "Nós temos muitos machos de recria. A gente não castra nossos animais. Mas, agora o comportamento deles no confinamento é outro. Eles estão muito tranquilos. Os problemas de sodomia diminuíram praticamente 100%", relata.

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Comportamento dos bois sofreu mudança admirável, segundo Veridiana (Foto: Arquivo Pessoal)

Veterinário criou dispositivo com base em várias ciências - O dispositivo H2OX foi criado pelo veterinário sul-mato-grossense Pedro Cucco. Quando visitava os pecuaristas, ele ouvia os desabafos dos fazendeiros que desejavam encontrar uma maneira de aumentar a produtividade, mas reduzir a trabalheira e o cansaço dos trabalhadores e animais.

O dispositivo que foi tão útil para a pecuarista Veridiana surgiu após vários anos de pesquisas e testes. Pedro apresentou aos clientes o que ele define como sendo “uma nova tecnologia de equilíbrio ambiental baseada na física, que usa a água como condutora de informações que equilibrará o sistema, incluindo os animais inseridos no todo.”

Esse produto final une conhecimentos obtidos em ciências como homeopatia, agrobioimpedância, radiestesia e antroposofia, todas complexas para pessoas leigas, mas necessárias para se chegar aos quânticos, segundo Pedro. "Na verdade, os quânticos são de difícil explicação, pois têm aspectos muito subjetivos. Eu diria que ele está mais no campo dos resultados", analisa o veterinário. 

 Inovações científicas garantem sustentabilidade no campo
Pedro e o dispositivo quantico (Foto: Luciano Muta)

A inovação foi produzida dentro da empresa dele, a AgroQuantum e é devidamente patenteada. Pedro se diz muito satisfeito em conseguir ofertar aos clientes algo que os levem a alcançar os objetivos de rentabilidade e praticidade.

Outro aspecto é a durabilidade. Após colocado na água, o dispositivo dura dois meses. Sua carenagem é produzida por impressoras 3D, em Campo Grande, com material biodegradável. "Somos uma empresa do Estado e quando podemos damos prioridade para que nossos insumos sejam oriundos daqui", explica o empresário.

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Dispositivo dentro do bebedouro dos animais (Foto: Luciano Muta)

Tratamento em animais de parque resultou em prêmio -  O dispositivo 100% sul-mato-grossense já expandiu fronteiras. Está sendo usado por pecuaristas de outros estados como Mato Grosso, São Paulo e Paraná.  Ao mesmo tempo que ganha terreno na pecuária, obteve outro feito notável internacionalmente. O dispositivo foi premiado como melhor trabalho científico em congresso que ocorreu em 2023 nos Estados Unidos da América (EUA).

Na ocasião, o veterinário e sua equipe apresentaram resultado no controle de parasitas em um local conhecido do campo-grandense: o Parque das Nações Indígenas, um dos maiores em área urbana do mundo. O produto colocado na água dos lagos onde animais bebem ajudou na qualidade de vida dos mamíferos que vivem na região.

Como se vê, as experiências com os dispositivos quânticos já estão muito além do cocho de água das fazendas de gado. Eles também podem ser aplicados no solo (em formato de pastilhas) "em pontos que fecham o circuito de informação", ou ainda em nascentes, lagos, riachos, permitindo o tratamento da terra, plantas, animais e meio ambiente como um todo.

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Imagens da experiências feitas em parques (Foto: Divulgação)


“Novas tecnologias são resultado das grandes dificuldades que encontramos no uso de moléculas químicas e produtos que vemos há anos no mercado agropecuário. Hoje em dia se vê muita resistência microbiana e parasitária. É necessária a evolução do setor, buscando soluções muito além das conhecidas; novas ideias que sejam colocadas em prática através de produtos inovadores”, ressalta Pedro Cucco.

Brasil precisa ser centro da ciência quântica, dizem especialistas  - A experiência bem-sucedida do veterinário sul-mato-grossense é apenas uma das primeiras que ainda poderão surgir e colocar o Brasil no centro da ciência quântica aplicada ao agronegócio, segundo especialistas.

“Precisamos ser o centro do mundo da ciência quântica aplicada ao agro, ter uma visão estratégica. Há uma nova revolução quântica em curso, que depende de um conhecimento profundo. Temos uma comunidade acadêmica forte que domina esse conhecimento. É urgente um projeto de inovação a longo prazo no País”, declarou Paulo Nussenzveig, pró-reitor Pesquisa e Inovação da USP, ao final do 1º Workshop de Tecnologias Quânticas no Agro, realizado em 2023.

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Dispositivo 100% sul-mato-grossense já é usado por pecuaristas de outros estados (Foto: Luciano Muta)

“As tecnologias quânticas podem ser aplicadas para a produção de plantas mais nutritivas”, disse Renato Luzzardi, líder de inovação e parcerias em Pesquisa & Desenvolvimento da Bayer para a América Latina.

O evento foi realizado pelo Laboratório Nacional de Agro-Fotônica (Lanaf), da Embrapa Instrumentação (São Carlos – SP), em Março de 2023, de forma híbrida e está disponível no link https://www.youtube.com/watch?v=GTXgUi_SpaM.

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👨‍🌾 Bioinseticida combate a mosca-branca em lavouras de MS 
👩🏻‍🌾 Agricultura de precisão poupa recursos não-renováveis
👨‍🌾 Sindicato Rural oferece cursos voltados para sustentabilidade
👩🏻‍🌾 Governador defende agro sustentável para alavancar credibilidade

Bioinseticida combate a mosca-branca em lavouras de MS  - Outra inovação científica em benefício da sustentabilidade no campo que merece destaque surgiu no laboratório ISI Biomassa, ou  Instituto Senai de Inovação em Biomassa, localizado em Três Lagoas. O trabalho inédito procurava uma solução natural para o combate à Bemisia tabaci, ou mosca-branca, sem uso de produtos químicos prejudiciais ao meio ambiente e à saúde.

 Inovações científicas garantem sustentabilidade no campo
Mosca-branca é uma das pragas de maior risco fitossanitários do Brasil (Foto Divulgação)

Os pesquisadores descobriram um bioinseticida à base de plantas. O novo produto nacional plant-based, ou seja, de biomassa vegetal, pode ser usado em culturas anuais e em cultura amazônica perene. O produto ainda não está no mercado, mas nos testes laboratoriais e de campo demonstra muita eficácia, o que deixa os pesquisadores animados, pois a solução elimina uma das pragas mais incômodas da agricultura, sem agredir o meio-ambiente e favorecendo a saúde humana.

O projeto chamado de Nullifly está sendo desenvolvido em parceria com a startup PRZ Ltda. Como o trabalho é executado junto com uma empresa privada com potencial geração de propriedade intelectual, as plantas utilizadas nas pesquisas não podem ser divulgadas ao público.  Atualmente, vários extratos que serão testados estão sendo fracionados e formulados para uma seleção in vitro de uma formulação eficiente no controle da praga. Os testes estão sendo feitos em casas de vegetação.

 Inovações científicas garantem sustentabilidade no campo
Pesquisadores fazem os testes de laboratório do bioinseticida (Foto: Divulgação)

A mosca-branca é uma praga que afeta diferentes culturas agrícolas em diferentes regiões de clima tropical. É um inseto sugador que se alimenta dos nutrientes de plantas, além de ser vetor de vírus fitopatogênicos. O inseto é listado como uma das pragas de maior risco fitossanitários do Brasil, sendo categorizada como de risco muito alto pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA).

Nos últimos anos, a infestação da praga mosca-branca tem tomado grandes proporções nas lavouras brasileiras. Em Mato Grosso do Sul, começou a se tornar um problema preocupante para a cultura da soja a partir da safra 2012/2013, especialmente da região centro-sul do Estado. 

Na cultura da soja, por exemplo, as perdas em produtividade podem chegar a 30% devido à mosca-branca, com custos de cerca de US$ 75/ha e perdas econômicas de mais de US$ 3 bilhões para o Brasil, conforme artigo publicado pelo Journal of Economics Entomology, da Oxford Academy.

O vídeo abaixo mostra o preparo em laboratório do bioinseticida que pode eliminar uma das pragas mais perigosas para as lavouras do País.

Por enquanto, a principal forma de controle damosca-branca disponível no mercado é a aplicação de inseticidas químicos sintéticos, sobre os quais a pesquisadora do ISI Biomassa, Rafaela de Oliveira Penha, faz um alerta. “Inseticidas químicos tradicionais podem acarretar em impactos ambientais, atingindo, inclusive, organismos que não seriam alvo da aplicação do produto, ou seja, afeta a biodiversidade como um todo", explica.

De acordo com a pesquisadora, muitos destes inseticidas químicos sintéticos são resistentes à degradação, sendo considerados persistentes. Isso faz com que os danos causados por esses compostos acabem sendo estendidos por um maior período de tempo. “Por isso, estamos debruçados na missão de obter um novo inseticida plant-based, com o qual será possível combater a mosca-branca, uma praga de alto impacto nas lavouras brasileiras, de uma forma sustentável e ambientalmente amigável”, define Rafaela.

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Vários extratos são testados no laboratório (Foto: Divulgação)

Representante da PRZ, Zildinei Panta Pereira explicou, em entrevista à Federação das Indústrias de Mato Grosso do Sul (Fiems), que o projeto nasceu com a percepção do vasto potencial agrícola do Brasil e da constante necessidade de lidar com insetos e pragas não típicas de outras regiões do País. A PRZ tem sede em Recife com filial na cidade de Chapada dos Guimarães, em Mato Grosso.

“Isso nos desafia a buscar soluções que atendam às demandas da sociedade contemporânea, que busca sustentabilidade e respeito máximo ao meio ambiente. Esse é um sonho compartilhado não apenas pela sociedade, mas também pelos produtores  agrícolas, que têm um amor profundo pela sua terra, de onde obtêm seu sustento e que desejam preservar para as gerações futuras.” 

Vale mencionar que o projeto foi contemplado com recursos de R$ 950 mil da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii) e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), com foco tecnológico na linha de bioeconomia florestal.

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(Foto: Divulgação)

Agricultura de precisão poupa recursos não-renováveis - Como já se viu nesta reportagem, atualmente, o homem do campo deseja produzir mais, gastando menos e poupando recursos naturais. Por isso, a agricultura de precisão tem sido um sistema cada vez mais recorrente entre os agricultores. O produtor de soja Fernando Rodrigues Alves Martins é tão adepto desse tipo de gerenciamento que abriu uma empresa na área especializada no assunto (a primeira nascida no Centro-Oeste), com a qual tem ajudado produtores de MS e outros estados brasileiros.

Para quem não sabe do que se trata,  a agricultura de precisão estuda a variabilidade do solo, garantindo um plantio mais eficiente e com aplicação correta de insumos (na quantidade e locais certos). "O ponto principal para a natureza é que uma vez investigada a variabilidade do solo, o produtor fará o uso racional dos insumos não renováveis, como o calcário, por exemplo, que um dia irá se esgotar", explica.

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Fernando Rodrigues Alves Martins abriu uma empresa voltada para agricultura de precisão na Capital (Foto: Luiz Alberto)

Mais do que um agricultor consciente, Fernando Rodrigues, que também é engenheiro agrônomo, tornou-se um apaixonado pela causa do estudo do solo para uma produtividade eficiente e sustentável. Tanto que nunca se incomoda com a trabalheira para investigar a terra. Ele próprio vai às propriedades colher as amostras. A empresa dele, a Agroexata, envia centenas de amostras todas as semanas para laboratórios de análise de solo.

O trabalho inicial é braçal e exige disposição. Primeiro é preciso mapear a área e depois ir a campo. "A gente retira três amostras de solo a cada três hectares de solo. Porém, eu preciso fazer 10 buracos para formar uma única amostra. Assim, fazemos centenas de buracos para investigar a qualidade do solo da área em questão", detalha. As amostras são encaminhadas para a análise, cujo laudo quantifica os nutrientes do solo e avaliam suas propriedades químicas, físicas e biológicas.

 Inovações científicas garantem sustentabilidade no campo
Lavoura de soja na propriedade de Fernando (Foto/; Divulgação)

Com essas respostas, é possível averiguar a fertilidade do solo, identificar o que falta e aplicar cálcario ou adubo no lugar e na medida certa, gastando somente o necessário. Além de auxiliar outros agricultores a melhorarem a produtividade e reduzirem os gastos, Fernando Rodrigues sabe aproveitar essas informações a seu favor. Tanto que sua colheita de soja é sempre acima da média. "Em 2020 foram 65 sacas por hectare (contra média de 63), em 2021 foram 75 e em 2022, apesar da seca que atingiu todos os sojicultores, obteve 54 sacas", enumera.

Segundo o sojicultor, a agricultura de precisão permite que o produtor faça uma boa colheita, mesmo na pior parte da área, porque os pontos ruins serão devidamente identificados e tratados antes do plantio, com o insumo que realmente precisa.

 Inovações científicas garantem sustentabilidade no campo
Agricultura de precisão estuda a variabilidade do solo e ajuda a poupar recursos não-renováveis (Foto: Luiz Alberto) 

 Fernando Rodrigues sonha agora com o avanço das atividades de precisão no campo. Um exemplo é a Irrigação de Taxa Variável (Variable Rate Irrigation — VRI, já popular nos Estados Unidos (EUA), por exemplo, mas pouco usada no Brasil, que contribuiria para economia de água e sustentabilidade da agricultura.

Sindicato Rural oferece cursos voltados para sustentabilidade - O produtor ou trabalhador do campo que busca qualificação sobre produtividade rural sustentável precisa ficar de olho na agenda de cursos do Sindicato Rural de Campo Grande (SRCG). Na agenda da entidade, já foram  abordados temas como produção sustentável através da Assistência Técnica e Gerencial.

Atualmente, para este mês de Junho de 2024, a agenda oferece curso de pilotagem de drone básico e avançado, apicultura avançada, manejo sanitário de ovinos e outros. A lista geralmente aparece no site da entidade e também na rede social. Abaixo está divulgada a agenda de capacitações para este mês de Junho:

 Inovações científicas garantem sustentabilidade no campo
(Fonte: Sindicato Rural de Campo Grande)

Governador defende agro sustentável para alavancar credibilidade - Em MS, a produção sustentável no campo é uma meta perseguida também pelas autoridades do Estado. Em recente evento sobre o setor agrícola, realizado em Campo Grande, o governador Eduardo Riedel (PSDB) destacou em sua palestra que o MS teve o maior crescimento do agro no Brasil e que as medidas sustentáveis, além de contribuir para preservação, vão trazer ativos ambientais ao setor.

“MS é um estado que no ano passado foi o que mais cresceu no agro no Brasil, com crescimento de 32% do PIB. Isto é fruto das expansões em diferentes cadeias produtivas e da industrialização baseado no primário, como floresta plantada, etanol de milho, aumento do complexo carne, suíno, frango. Esta diversificação de investimentos pesados da atividade industrial gerou este resultado”, afirmou. 

 Inovações científicas garantem sustentabilidade no campo
Governador Eduardo Riedel destaca crescimento do agro em MS (Foto: Saul Schramm/Governo de MS)

O governador mencionou o objetivo de fazer de MS o “Estado Carbono Neutro” até 2030, o que, segundo ele, vai trazer vantagens. “É o agro voltado ao sustentável, que vai gerar preservação e ativos ambientais. Já existe um mercado mundial neste sentido e temos que colocar Mato Grosso do Sul nesta agenda. Vamos entrar não apenas com conversa, mas sim com resultados, projetos e dados para gerar confiança e credibilidade”.

Serviços: 

Os produtos H2OX são comercializados pelo Grupo Aguapé, distribuidor de insumos agropecuários de Campo Grande (MS) que atende o Brasil inteiro. O telefone para contato é o (67)3387-2220.

O bioinseticida contra a mosca branca está sendo desenvolvido no ISI Biomassa (Instituto Senai de Inovação em Biomassa), localizado em Três Lagoas (MS). O telefone para contato é o (67) 3919-2000.

A empresa Agroexata fica localizada na Rua Corá Coralina, 289, Cidade Jardim, Campo Grande (MS). O telefone para contato é (67) 3341-0320.

 O Sindicato Rural de Campo Grande fica localizado na Rua Raul Píres Barbosa, 116, Chácara Cachoeira. O telefone é (67) 3341-2696. O whatsApp é 67 - 99989 - 6145.  A entidade mantém um site e rede social.
 

Equipe Diário Digital:

Reportagem e edição: Valdelice Bonifácio
Fotografia: Luciano Muta e Luiz Alberto
Logística: Thiago Gomes e Enryck Sena

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