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Economia

Imóvel pelo Programa Minha Casa Minha Vida com alta dos juros

Empresário explica que o MCMV foi formatado para famílias com renda mensal variando entre R$ 1,8 mil e R$ 8 mil

Sábado, 03 Junho de 2023 - 11:33 | Gabriel Telê Santana


Imóvel pelo Programa Minha Casa Minha Vida com alta dos juros
(Foto:Sandro Tesch/Divulgação)

Os imóveis do programa Minha Casa Minha Vida (MCMV) continuam sendo uma boa opção de investimento para quem quer assumir um financiamento imobiliário, apesar da alta da Selic. No programa habitacional do Governo Federal, a taxa de juros é calculada em função da renda bruta do grupo familiar interessado em adquirir o imóvel.  

O vice-presidente comercial da Lyx Participações e Empreendimentos, Paulo Antonio Kucher, explica que o MCMV foi formatado para oferecer financiamento imobiliário para famílias com renda mensal variando entre R$ 1,8 mil e R$ 8 mil. Em geral, os interessados são pessoas que moram em imóveis alugados e buscam alternativas acessíveis para substituir as despesas com o aluguel por uma parcela da casa própria. “Dentro do programa, os imóveis têm taxas reduzidas e fixas. Isso ajuda quem está em busca do primeiro imóvel, graças às parcelas mais baixas e com menor alteração de valor durante o tempo de financiamento”, pontua.  

De acordo com Kucher, além da taxa de juros ser calculada em função da renda bruta do grupo familiar, ainda existe a possibilidade de um redutor de 0,5% na taxa de juros para o contratante que comprovar a titularidade de Conta Vinculada do FGTS. É necessário comprovar, no mínimo, 36 meses de trabalho sob o regime do FGTS, somando todos os períodos trabalhados, consecutivos ou não.

Recentemente, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central elevou a Selic para 13%75, a maior taxa dos nos três a últimos anos. Porém, o vice-presidente comercial da Lyx fala que essa taxa deve impactar principalmente os financiamentos de imóveis com valores superiores a R$ 250 mil, ou seja, que não são contemplados pelo programa habitacional.  

Kucher lembra que não são apenas os financiamentos imobiliários que sofrem com o aumento da Selic, mas alimentos, combustíveis, serviços de água e luz, entre outros produtos do dia a dia. No setor imobiliário, a variação da taxa básica da economia altera todas as linhas de crédito para a compra de imóveis. “A Selic é a taxa que regula todas as demais taxas econômicas do Brasil. Quando ela sobe, os demais juros do mercado tendem a subir. Quando ela cai, os juros de produtos financeiros tendem a acompanhar”, pontua.

O vice-presidente ressalta, no entanto, que além da questão do juro, é importante considerar a valorização imobiliária do mercado. “Mesmo com parcelas maiores, a compra de imóveis ainda é uma boa opção de investimento. Se compararmos os preços dos últimos três anos, mesmo com a Selic mais cara, a compra da casa própria ainda é uma excelente opção de investimento”, comenta.

 

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