Economia
Haddad defende proposta de perdoar descumprimento de arcabouço
Projeto torna contingenciamento facultativo e retira sanções
Terça-feira, 25 Abril de 2023 - 13:32 | Agência Brasil

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, defendeu nesta segunda-feira (24) a proposta de não punir autoridades que descumprirem as metas estabelecidas no novo arcabouço fiscal. Enviado ao Congresso Nacional no último dia 18, o projeto de lei complementar torna os contingenciamentos (bloqueios) facultativos e retira sanções, como impeachment e inelegibilidade.
O ministro comparou as regras propostas com o regime de metas de inflação, estabelecido pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Caso a inflação oficial fique acima do teto da meta ou abaixo do piso, o presidente do Banco Central (BC) é obrigado a enviar uma carta ao Ministério da Fazenda informando as razões do descumprimento.
“Ninguém pune o Banco Central por descumprir a meta. O que eu acredito é você ter regras que tornem a gestão fiscal mais rígida. Não conheço nenhum país que criminalize. Do que adianta você fazer uma regra dura, como o teto de gastos, e depois ficar aprovando emendas constitucionais e furando o teto? Melhor ter uma regra sustentável”, declarou Haddad. O ministro, no entanto, não descartou a possibilidade de o Congresso restabelecer as punições previstas na Lei de Responsabilidade Fiscal.
O ministro deu a declaração após se reunir pela manhã com o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Benedito Gonçalves, que relata um processo de revisão de incentivos fiscais a estados que pode aumentar a arrecadação da União em até R$ 90 bilhões.
Gonçalves relata um processo que pede que o Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) deixe de ser deduzido da base de cálculo do Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) no caso de subvenções (ajuda financeira) para custeio. O governo aguarda a decisão do STJ para editar uma medida provisória que mantenha o benefício apenas para investimentos.
“Isso tem um impacto muito grande nas finanças públicas, que estão sendo corroídas por uma série de dispositivos anômalos e completamente ilegítimos, que estão corroendo a base fiscal do Estado. Qual é o país no mundo que subvenciona custeio? Não conheço nenhum exemplo. Com isso, criou-se um ralo de quase R$ 90 bilhões”, afirmou Haddad.
O ministro ressaltou que o incentivo para custeio deu centenas de bilhões de prejuízo para o governo federal. “Está sendo julgado um montante maior do que o orçamento do MEC inteiro e equivalente à metade do Bolsa Família”, destacou o ministro.
(Com informações Agência Brasil)
Últimas Notícias
- Internacional - 19:01 Trump anuncia taxa de 10% para produtos brasileiros
- Tráfico de Drogas - 18:50 Jovem é preso com skunk e haxixe que seriam entregues em Campo Grande
- Saúde Pública - 18:30 Prefeita anuncia contratação de médicos e orienta população sobre UPAs
- Amambai - 18:10 Jovem mata pitbull a facadas após animal atacar cachorro de estimação
- Dourados - 17:50 Justiça mantém prisão de mulher que deixou 3 mortos após incêndio
- Detran - 17:33 Licenciamento 2025 do Detran-MS começou em 1º de Abril
- Poder Legislativo - 17:12 Câmara recebe Feira Coletiva e Feira Indígena nesta quinta-feira
- Três Lagoas - 16:50 Operação contra furto e receptação de fios apreende meia tonelada de cobre
- Terenos - 16:33 PRF apreende 452 kg de cocaína em caminhão carregado de minério de ferro
- Acidente de Trânsito - 16:10 Motorista sobrevive à colisão violenta em poste