
Jornalista, mestre de cerimônias e palestrante. Especialista em Comunicação Corporativa e gerenciamento de redes sociais. Expert em gerenciamento de crises nas relações com a mídia e em otimização da comunicação interna e externa de corporações.
A arte da boa comunicação
Quinta-feira, 23 Julho de 2020 - 15:43

A boa comunicação entre as pessoas sempre foi a mola mestra dos relacionamentos. Para que eles dêem certo - seja uma relação de amizade, uma sociedade, um casamento ou uma negociação momentânea - a clareza e a objetividade devem fazer parte da forma de se comunicar. Não é apenas saber falar, mas em toda comunicação assertiva é preciso haver uma conjunção de fatores em que o “saber falar” é o menos importante.
Vou dar um exemplo: imagine um bom orador, um político que sobe ao palanque e faz um discurso perfeito, com boa dicção, palavras bem colocadas, um texto primoroso e uma temática interessante. Será que ele consegue convencer seus ouvintes? Depende muito mais de outros fatores do que o que sai, propriamente, da sua boca.
A boa comunicação é feita de vários elementos. Não só a fala correta e impecável (que nem sempre precisa ser assim), precisa haver também conteúdo, eloquência na medida certa, veracidade no que se diz, gestual e expressões equilibrados e, principalmente, uma boa dose de sentimento e paixão. É preciso cativar de tal forma seu público que ele se sinta envolvido e magnetizado com o que você diz.
Aliás, podemos dividir a boa comunicação da seguinte forma: 7% correspondem ao nosso vocabulário, às palavras que usamos; 38% à nossa voz (ao tom, velocidade e volume); e 55% correspondem ao conteúdo não verbal (às nossas expressões faciais, olhar, gestos, postura e comportamento). Diante disso, percebe-se que o que mostramos diante de quem falamos, enquanto falamos, é muito mais importante que o restante.
Nas relações profissionais então, nos negócios a serem realizados, essa comunicação se torna ainda mais crucial, porque ela pode ao mesmo tempo estragar ou coroar de sucesso uma negociação. Até mesmo um aperto de mãos mal dado pode prejudicar em até 40% essa concretização, conforme estudos.
E quando se fala em comunicação corporativa é sabido que 60% dos problemas de uma empresa estão diretamente relacionados à falhas de comunicação – na comunicação dos gestores com seus subordinados, na comunicação entre os colaboradores e na forma como a empresa se comunica com seus clientes.
E onde mais se erra nessa comunicação?
Um fator primordial é a falta de conhecimento mútuo entre as pessoas, ou seja, não é possível você se comunicar bem com alguém que você não conhece direito – seja um cliente, um colega de trabalho, um subordinado. Se você o conhecer o suficiente, saberá como conduzir uma conversa para cativá-lo. Vamos dar um exemplo: como você poderá vender uma casa para um cliente com mais facilidade?
- Usando toda a sua experiência de anos de mercado?
- Apresentando bem as características do imóvel?
- Mostrando as vantagens do preço de compra em relação ao preço de venda posterior?
Tudo bem que são artifícios poderosos mas, muito além disso, você precisa é conhecer a fundo o seu cliente, saber dos seus desejos e sonhos, das suas reais necessidades. E isso você só vai conseguir através de uma boa comunicação. Encha-o de mensagens pelo whatsapp e você será bloqueado, ligue a todo momento fazendo ofertas e será ignorado, demore para responder a uma dúvida e você será deixado de lado. Enfim, há sempre uma medida certa de comunicação para cativá-lo e tornar o negócio mais factível. Isso porque, na maioria das vezes, o cliente não quer apenas um produto, ele quer comprar um sonho.
Semanalmente estarei trazendo várias dicas aqui na minha coluna para permitir que vocês, meus leitores, se interem um pouco mais sobre essa arte e o dom da comunicação – um dom que não se nasce com ele apenas, mas que também pode ser aprendido. Até a próxima!